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Parentalidade

Para além do "dar conta": o direito das mães de serem humanas.

O Dia das Mães costuma chegar acompanhado de homenagens que exaltam a "mulher maravilha": aquela que trabalha fora, cuida da casa, gerencia a agenda escolar, lembra das vacinas e ainda mantém o sorriso no rosto.

Colégio COC
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Institucional
9 de maio de 2026 · 5 min de leitura
Para além do "dar conta": o direito das mães de serem humanas.

O Dia das Mães costuma chegar acompanhado de homenagens que exaltam a "mulher maravilha": aquela que trabalha fora, cuida da casa, gerencia a agenda escolar, lembra das vacinas e ainda mantém o sorriso no rosto. Mas, por trás dessa capa de heroína, existe algo que raramente aparece nos cartões comemorativos: a exaustão invisível.

Se você sente que está sempre devendo algo, mesmo fazendo tudo, este texto é para você.

O peso do "dar conta de tudo"

A sociedade romantizou o sacrifício materno. Criou-se a ideia de que ser "boa mãe" é sinônimo de anular as próprias necessidades em prol dos filhos. Na psicologia, sabemos que essa carga mental — o gerenciamento constante de todas as necessidades da família — é um dos principais gatilhos para o estresse crônico e o burnout parental.

Quando tentamos ser perfeitas em todas as frentes, o preço costuma ser a nossa saúde emocional. E a verdade precisa ser dita: ninguém dá conta de tudo o tempo todo sem se quebrar no processo.

Autocuidado não é egoísmo, é autorregulação

Muitas mães sentem culpa ao tirar trinta minutos para ler um livro, fazer um exercício ou simplesmente tomar um café sozinhas. A sensação é de que estão "tirando" tempo dos filhos.

No entanto, a neurociência e a educação socioemocional nos mostram o contrário. Uma mãe que se cuida consegue se autorregular melhor. Se você está no seu limite, sua paciência será menor, sua capacidade de acolher os desafios dos seus filhos diminuirá e o ambiente familiar ficará mais tenso.

Priorizar-se não é abandonar os filhos; é garantir que você tenha "combustível" emocional para continuar guiando-os.

Como começar a baixar a guarda (na prática)

Não estamos falando de um dia inteiro no spa (embora seria ótimo!). Estamos falando de micropausas e mudanças de mentalidade:

Aprenda a delegar (e aceite o jeito do outro): Se o parceiro ou outra rede de apoio vai ajudar, aceite que as coisas podem não ser feitas exatamente como você faria. O importante é o tempo que você ganha.

Reduza a expectativa da "perfeição": A casa não precisa estar impecável todos os dias. O jantar não precisa ser sempre elaborado. Escolha suas batalhas.

Resgate sua identidade: Quem era você antes da maternidade? O que você gostava de fazer? Tente resgatar pequenos fragmentos dessa mulher.

Fale sobre o cansaço: Validar sua exaustão para os filhos (de forma adequada à idade deles) ensina empatia e mostra que você também é um ser humano com limites.

Um novo olhar para o Dia das Mães

Neste Dia das Mães, o melhor presente não é um objeto, mas sim a permissão para descansar sem culpa. Que a rede de apoio ao redor dessas mulheres entenda que, para cuidar bem, a mãe precisa ser cuidada também.

Você não precisa ser super. Você só precisa ser você — com todas as suas potências e, sim, com todos os seus limites.

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